Segunda-feira, Junho 15, 2009

Dados para todos. Fusion Tables

Mais uma paulada do Google: Fusion Tables. A idéia dos caras é muito interessante. Banco de dados nas nuvens, para todos ou para um grupo de usuários.

Pensemos nas possibilidades. Hoje quando precisamos utilizar alguma informação, criamos nossos bancos de dados e "protegemos" esta informação do mundo. Fazemos isso por segurança ou até por falta de estrutura. Isso torna a vida desses dados muito restrita, e gera muita redundância. Imagine quanta gente têm cadastro de cidade, bairro, estado por aí.

Socializar a informação vai nos trazer muitos benefícios. Bases únicas criadas e mantidas por seus responsáveis poderão ser utilizadas por aplicações de diferentes tipos. Orgãos públicos, empresas privadas ou até mesmo pessoas detentoras de informações relevantes poderão publicar suas tabelas e disponibilizá-las para uso. A manutenção destas informações por quem as gera vai fazer com que tenhamos dados mais corretos e atualizados.

Outra característica integressante é a possibilidade de cruzar informações de múltiplas fontes. Isso irá permitir que a informação não só seja consultada, mas mesclada a fontes remotas, com identificadores únicos.

Espero que o Google publique isso logo, e nos dê uma API decente pra uso em aplicações comerciais. É o início do fim dos bancos de dados tradicionais, e começo de uma grande era de compartilhamento de informações.

Domingo, Fevereiro 15, 2009

Por quê os meus amigos não usam linux?

Em primeiro lugar, eu acho o linux muito legal. É livre, relativamente seguro e rápido, comunitário e é um dos movimentos de colaboração que ainda mostra que podemos ter um sentido na vida além de olhar pro próprio rabo. Open source, na verdade, é muito legal.

Anyway... a gente que trabalha com informática sofre. Eu não instalo computadores, não manjo de hardware. Eu desenvolvo sistemas. DESENVOLVO SISTEMAS!! (http://www.rt1.com.br), não instalo computadores. Mesmo assim, todo mundo acha que você manja de tudo e pode instalar, configurar, tirar vírus, fazer aquele roteador funcionar, etc. Como bom amigo, vou lá fazer.

Eu gosto muito de windows, por motivos diferentes do linux, mas ele têm um problema pra ser usado pelos meus amigos. Por ser um sistema muito visado, existem muitos vírus, works, trojans e tudo que é porcaria feita pra ele. Não adianta explicar pros meus amigos pra não clicar em certas coisas ou pra acreditar que você não está sendo traído, naquele email cujo remetente é um cara que ele não conhece. Resultado: de 3 em 3 semanas, têm de instalar a porra do windows de novo.

Mesmo tendo anti-virus, anti-spyware, firewall, um browser um pouquinho mais seguro, nada disso adianta. O povo consegue se atrapalhar sozinho. Impressionante.

Solução pra eles? Qualquer uma. Eles querem usar o "computadô", querem entrar no orkut, no MSN. Solução pra mim? Tentar colocar um linux pra eles.

Nessa tentativas, encontrei algumas boas situações que me fizeram refletir o por quê de muita gente não usar linux. Vamos aos casos:

1) Serginho: Após infinitas reclamações de vírus na máquina dele, e uma série de reinstalações do windows, coloquei um ubuntu linux pra ele. Tr6es pessoas usavam o computador. Sentiram um pouco de dificuldade nos primeiros dias, mas depois tudo correu bem. Nada de vírus, sistema mais rápido que o anterior, podiam clicar em tudo que é porcaria que a máquina continuava funcionando. Como eram usuários de internet e não executavam tarefas mais complicadas, aquela parecia ser a máquina perfeita pra eles.

Tudo estava ótimo, até o dia que ele resolver trocar de máquina, e não encontrou um programa similar ao que ele precisava pro ubuntu. O cara produz músicas, e não há versão do Logic pra linux.

2) Ricardo (meu cunhado): Minha nossa, esse notebook acer dele foi uma briga. A máquina é um monstro de rápida. Um AMD 64bit, disco grande, bastante memória. Problema é que a placa wi-fi não funcionava no vista, e também não no ubuntu. Única solução foi deixar um XP mesmo, com uma cartilha impressa do que não fazer na internet. Foram muitas tentativas pra configurar o ubuntu. Tentei até o NDISWRAPPER, mas sem sucesso.

3) Drão: Miiinha nossa, esse é um traste. A máquina dele com windows é uma colônia de vírus. O maluco abre tudo, sabe que vai dar merda e continua abrindo. Teve um dia que cheguei na casa dele e o windows do cara tava funcionando com menos de 16 cores. hehe. Colocamos o ubuntu pra ele. Gostou, não achou complicado. Problema é que o maluco gosta de ver putaria em tudo que é site da internet e não se contenta apenas com o red tude e o porno tube, quer acessar sites que rodam vídeos que o ubuntu não toca. Ainda, dos poucos sites que o cara acessa, conseguiu achar alguns que foram exclusivamente feitos pra IE. Dá pra colocar IE no linux? Dá, mas lembrem-se que o grande objetivo dessa empreitada é EU não ter trabalho. Fora que o traste não vai ter neurônio pra lembrar quais sites ele vai precisar entrar no IE. Têm ainda o outro amigo que vai lá e diz que o Windows com Opera é melhor. Esse até resolveu, por que o outro amigo ficou responsável agora pela máquina. Menos um. hehe.

4) Didigou: Usou linux sem problemas por dois anos. Num deu rolo. Aprendeu a usar, achou mais fácil que o Windows. Quer continuar usando o linux. Problema é que comprou uma impressora lexmark z1300. Têm uma lista de umas 50 impressoras no ubuntu, menos a desgraça da lexsmark dele. Olhando a net, já vi que o treco não vai. Lexmark não funciona no linux.

5) Mosca: Pegou emprestado uma máquina de uma amiga pra usar. Minha nossa, a máquina veio com Windows Starter Edition. Como pode alguém usar uma tranqueira daquela. Fora que a máquina era muito fraca, e o Windows simplesmente não andava na máquina. Coisa de 3 minutos pra abrir um browser. Terrível. Colocamos ubuntu pra ele. Gostou, achou simples, tudo funcionou numa boa. Aprendeu a baixar músicas, gravar CD, entrar na net, MSN, etc. A mina pede a máquina de volta... hehe. Adeus linux.


Resultado dessa brincadeira. Até hoje não consigo colocar e deixar um linux funcionando pra alguém. Sempre acontece alguma merda. É uma junção de fatores que fazem os caras desistirem. Problemas de hardware, imcompatibilidade ou falta de software, dificuldade de uso, comodidade em ter os mesmos programas que tinha no windows, etc. É pena, mas o linux encontra muitas barreiras pra se firmar no desktop.

Eu acho que esse povo está certo, por um ponto de vista. Eles querem usar de forma simples, e não querem entender o que é um pacote, por que a impressora não funciona ou por que o CD do software dele não instala no ubuntu.

Solução: algum graaande player abraçar o treco de uma vez. Por que é bonzinho? Não, por que vai ter benefício. Ter benefícios com sofware open source não é problema. A Red Hat faz o dever de casa, ganha uma grana do caralho com linux e devolve benefícios pra comunidade. O que eu gostaria muito de ver em um futuro próximo é o Google lançando uma distribuição. Aí sim a coisa anda.

Ubuntu é legal, mas têm umas falhas que parece que eles mesmo não usam. Não dá pra convercer usuário comum a usar algo que falta polimento. E não to falando de coisa complicada. O brasero não funciona em tela 800x600. Não teve um lasarento que imaginou que o ubuntu só roda 800x600 na máquina do meu amigo.

Eu gosto muito de linux, acompanho a bastante tempo e acho que realmente deve existir competição. O IE só melhorou quando veio o Firefox. Ficaram anos parados. Era o mesmo software, cheio de bugs e sem inovação. Imaginem se o linux ou qualquer outro sistema ganhar mais mercado. Vai forçar o windows a melhorar, e quem ganha com isso somos nós. Competição é muito bom.

Eu espero que o linux melhore, e sonho com o dia em que eu consiga ter 100% de sucesso em todas as minhas tentativas de instalação.

Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009

O que passa na cabeça do homem e da mulher quando se é chamado para beber?



Terça-feira, Setembro 16, 2008

2 anos de casado...

Caramba, faz tempo que não passo por aqui. E o tempo passa rápido. Hoje faz 2 anos que casei... Tudo certo, maravilha, casava de novo. Que continue assim.

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

A ode do traaaaste

Citando o saudoso Minhoca, em uma de suas elucubrações filosóficas, mandou uma mensagem de celular (q ele não lembra pra quem), com a seguinte frase:

"Normas elementares para uma pessoa ser bem sucedida: Não beber e não fumar.

E essa madrugada? Fui um fracasso, ou é barulho??"

Terça-feira, Março 13, 2007

The Spanish Computer

A Spanish teacher was explaining to her class that in Spanish, unlike English, nouns are designated as either masculine or feminine.

"House" for instance, is feminine: "la casa."
"Pencil," however, is masculine: "el lapiz."
A student asked, "What gender is 'computer'?"

Instead of giving the answer, the teacher split the class into two groups, male and female, and asked them to decide for themselves whether "computer" should be a masculine or a feminine noun. Each group was asked to give four reasons for its recommendation.

The men's group decided that "computer" should definitely be of the feminine gender ("la computadora"), because:

1. No one but their creator understands their internal logic;
2. The native language they use to communicate with other computers is incomprehesible to everyone else;
3. Even the smallest mistakes are stored in long term memory for possible later retrieval; and
4. As soon as you make a commitment to one, you find yourself spending half your paycheck on accessories for it.

(THIS GETS BETTER!)

The women's group, however, concluded that computers should be Masculine ("el computador"), because:

1. In order to do anything with them, you have to turn them on;
2. They have a lot of data but still can't think for themselves;
3. They are supposed to help you solve problems, but half the time they ARE the problem; and
4. As soon as you commit to one, you realize that if you had waited a little longer, you could have gotten a better model.

Of Course, The Women Won.


PS: got this from a woman (Aninha). It's why she think women won... hehe

Terça-feira, Janeiro 23, 2007

Python + Zope + Plone

A tempos tento iniciar a minha incursão no desenvolvimento web. Nunca tenho paciência pra continuar. Quando vejo linguagens como o ASP e o PHP, tenho a impressão de estar editando um programa que quer ser documento, ou um documento com pretensões de ser programa. Gosto de HTML/XML, mas programar em cima deles, principalmente com linguagens page-centric, sempre me deu arrepios.

J2EE? Nem pensar! A única coisa em java que não me cheira complicado é o GWT (google web toolkit).

Por força da necessidade, fui obrigado a trabalhar com JavaScript Server Side + BroadVision na HP em cima de HP-UX. Nossa, me deu mais aversão ainda. O Código era horrível, despadronizado, cheio de bugs e sem indentação.

A tempos venho procurando uma linguagem que me traga prazer e produtividade ao programar. Minha empresa chegou num ponto ótimo com o Delphi para GUI, e também com o ASP.Net, graças à framework montada pelo André. Mesmo assim, pra web ainda me sinto meio órfão.

Não tenho saco de aprender ASP.Net. Apesar do o .Net estar seguindo um ótimo caminho, eu sempre tenho a impressão de que a MS logo vai mudar tudo. É trauma da época do VB.

A algum tempo venho sondando o conjunto PZP (Python + Zope + Plone). Já havia gostado, e muito, do python. É uma das linguagens mais simples e poderosas que eu já vi. Tudo é muito simples de ser feito, e impressiona a forma como tudo pode ser integrado facilmente. Interpretada, dinâmica e orientada a objetos, mas sem as restrições chatas de OOP encontradas em muitas linguagens (inclusive Delphi).

Fiz uma tentativa com o Plone ao fazer nosso primeiro site nele. Pra desenvolvedor, falta documentação, mas mesmo assim, só o que vi me impressionou bastante. A arquitetura é muito aberta e bem pensada. A maneira como os templates e os Archetypes são feitos é muito inteligente. Falta documentação que explique como integrar com bancos de dados (Firebird, no meu caso).

Estou fuçando na documentação contida no site deles. Provavelmente vou comprar algum livro.

Dá pra perceber que sou meio a favor de boas frameworks. Odeio ter de fazer trabalho de macaco. O foco da maioria das aplicações hoje são muito bem definidas: banco de dados/portais, e não há por que não contar com ferramentas de CMS e outras frames que facilitem o trabalho.

Daí a pergunta: GWT ou PZP? Por enquanto, nesse minuto, PZP (hehehe).

Por mais que ache a idéia do GWT seja interessante e o resultado muito bom (haja vista gmail, calendar, etc) , tenho de optar por uma. E contando com a flexibilidade do Python e os recursos do Plone, fico com o PZP. Ainda, não tenho mais idade nem tempo pra aprender os dois ;-)

Espero que a curva de aprendizado não seja longa. Dá sempre aquela aflição de querer ver algo pronto e funcionando direito. É torcer pra que a documentação seja suficiente.